Special Chapters


PARTE 1

15 de Dezembro de 2006
9:53 AM
 52, Mt. Pleasant Street, New Jersey, Estados Unidos.
Casa dos Lovato.

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Mas um dia que eu acordo, pelo menos hoje era sábado. Como sempre Joe viria aqui ou eu iria em sua casa e passaríamos o resto do dia juntos. Levantei correndo e fui tomar meu banho. Eu o conhecia desde os 10 anos, mas desde o meu aniversário de 14 as coisas vêm mudando. Sei lá, devem ser os hormônios, a única coisa que sei é que venho visto Joe com olhos diferentes, e eu sentia seus olhares pra mim, que as vezes eram tão constantes que me faziam corar.
Me arrumei colocando uma roupa quente de inverno, desci e minha mãe e meu pai estavam na mesa tomando café, meu pai usava terno e com certeza iria trabalhar.
Demi: Vai trabalhar, pai?
Patrick: Sim...
Demi: Que pena! Eu queria que você ficasse em casa hoje!
Patrick: Eu também, mas tive que dobrar. Amanhã é meu aniversário não quero passar no serviço.
Demi: É, ninguém merece. (falei fazendo careta)
Dianna: Obrigada pelo amor!
Demi: Bom dia, mãe. (lhe dei um beijo em sua bochecha)
Dianna: Toma seu café. Eu e a Denise vamos fazer compras e você vai ficar na casa dela com o Joe.
Demi: Ta bom.
Depois disso terminamos de tomar o café e fomos pra garagem. Meu pai entrou em seu carro e eu entrei no carro da minha mãe.
Demi: Mãe, pega meu mp4?
Dianna: Onde tá?
Demi: Aí! (apontei pro porta CDs)
Eu fiquei vendo a lista de músicas que Joe tinha passado pra mim. Na verdade eram músicas que ele mesmo tinha gravado no computador e queria que eu fosse a primeira a escutar.
Fiquei observando as letras até minha mãe resolver ligar o radio do carro. Aquelas musicas que ela escutava, sem nenhum tipo de preconceito, eram horríveis. Se a pessoa já estava ruim piorava. Coloquei o fone e apertei play, começou a tocar um som do violão e eu tentei me concentrar ali. Falava de uma menina. Como sempre as músicas do Joe eram pra meninas, uma em especial, eu daria tudo pra saber quem era. Acabei por dormir.
Demi off
Demi dormiu de qualquer jeito no banco de trás. Dianna saiu do carro e foi tocar a campainha, Joe atendeu com um sorriso de orelha a orelha.
Joe: Oi, tia! Cadê a Dem?
Dianna: No carro. Ela dormiu o caminho todo, deve estar babando no meu banco.
Joe: Vou lá acordar ela. (saiu correndo)
Dianna: Joe?!
Joe: Oi? (disse se virando pra Dianna)
Dianna: Acorda ela com jeitinho.
Joe: Ok.
Ele segue até o carro enquanto Dianna entra. Joe abre a porta devagar e fica encarando Demi dormir, ela parecia um anjo. Ele não podia negar o que realmente estava acontecendo com ele, ele estava sim apaixonado por ela. Era estranho, mas era o que estava acontecendo.
Joe: ACORDA, DEMETRIA! ANDA, SUA PREGUIÇOSA! (ele grita e Demi cai do banco)
Demi on
Eu estava cochilando e ao fundo podia escutar as músicas de Joe, tudo tranquilo. Até alguém dar um berro me assustando, o que me fez cair do banco.
Demi: Ai... (gemi baixo, e pra melhorar dei com tudo com a cabeça no chão)
Joe: Bom dia, flor do dia!
Ele me olhou com uma cara de cínico. Foi o tempo só de eu respirar fundo e sair correndo atrás de Joe. Claro que meu ótimo equilíbrio ajudou e eu cai de bunda na neve.
Demi: JOOEEE!
Joe: Oi, meu anjo?
Demi: Meu anjo é o cacete, me ajuda a levantar! (levantei uma mão)
Joe: Encalhou, foi?
Demi: JOEEEE!
Joe: Eu sei que meu nome é lindo, mas não gaste ele.
Demi: Eu vou te matar!
Me levantei e saí correndo. Joe andava de costas e não viu uma pedra do meio do caminho, como eu tenho raciocínio muito rápido, não consegui parar e acabei batendo nele e os dois caíram no chão. Joe se virou ficando por cima.
Fiquei o encarando. Nossas respirações estavam uma chegando ao rosto do outro, comecei a puxar o ar irregularmente. Logo ele diminuiu toda a distância que havia entre nós dois, selando nossos lábios. E aquilo foi estranho, beijar seu melhor amigo... Mas de qualquer jeito, eu não queria parar e tudo indicava que ele também não. Ficamos ali até não haver mais ar em nossos pulmões. Ele separou o beijo e respirou fundo, eu automaticamente corei e virei o rosto pro lado.
Joe: WOW.
Demi: Hã... Joe, sai de cima.
Joe: Ah!
Ele falou e logo se levantou, fiz o mesmo rápido. Tirei a neve da minha roupa e fiquei olhando pro chão sem reação.

Demi: Vamos entrar? Tá frio... (é, eu era horrível mentindo)
Joe: Ok.
Ele apenas assentiu e foi na minha frente. O segui entrando no interior da casa e parei no meio da sala.
Joe: Demi?!
Demi: Sim?
Joe: Eu escrevi uma música nova, quer ver?
Demi: Uhum...
Ele me deu a mão e me levou pro andar de cima. Entramos em seu quarto e me sentei na cama enquanto ele foi pegar o violão. Ele logo se sentou do meu lado.
Joe: Não ta muito boa...
Demi: Você sempre fala isso das suas músicas e elas sempre estão lindas, Joseph.
Joe: Não estão, não e...
Demi: E da pra cantar?
Ele apenas sorriu e começou a dedilhar as cordas do violão. Fiquei prestando atenção em todos acordes até ele começar a cantar.
Joe: They come and go but they don’t know, that you are... my beautiful. I try to come closer with you, but they all say we won’t make it through...(parou de tocar)
Fiquei estática e ele também não fez nenhum tipo de movimento, 1 minuto de silêncio.
Joe: Ham... (ele iria falar mas quando o encarei ele parou, se levantou e foi em direção à porta) Eu sou um tolo mesmo.
Ele saiu, e pude escutar seus passos na escada. Fiquei parada na cama mas vi que isso não levaria à lugar nenhum. Então me levantei e corri até o jardim, eu sabia que iria estar lá.
Fui direto a roseira, claro que nessa época do ano ela estaria sem flores e seca, mas ele sempre fugira pra lá. Vaguei o lugar com o olhar e logo o vi embaixo dela, sentado sobre a neve branca e gélida.
Demi: Joe. (eu o chamei mas ele não se virou pra mim, corri até ele me abaixando do seu lado) Olha, eu...
Joe: Não precisa falar nada, Demi, é sério...
Demi: Não. (falei rápido) É só que... Ah, sei lá, Joe! A gente é amigo e isso...
Joe: Demi, não precisa se explicar.
Demi: O pior é que eu tenho que me explicar, esse é o problema. Me escuta, nem que isso seja a última coisa que você faça, por favor...
Eu estava quase suplicando sua atenção. Ele apenas me encarou e eu entendi aquilo como um sim.
Demi: Olha, eu te amo e você sabe disso. Mas eu não quero estragar a nossa amizade e...
Joe: Não vai estragar a nossa amizade.
Demi: Ta... Deixa eu pelo menos pensar?
Joe: Um começo.
Ele sorriu, dei um beijo na sua bochecha e o abracei de lado. Fiquei olhando pro nada, eu estava sem casaco e só o que me aquecia eram os braços de Joe. Mas num belo momento senti meu estomago roncar, baixo só pra que eu escutasse, graças a Deus.
Demi: Hum, Joe? (ele olhou fofo pra mim) Eu to com fome. (falei fazendo uma cara estranha e ele riu) Não ri, caramba, meu estomago vai engolir meu fígado.
E mais uma vez ele riu, mas me deu a mão me puxando pra dentro. Fomos direto para a cozinha e ele ficou me encarando.
Joe: E aí, vamos comer o que?
Demi: Sei lá, a casa é sua.
Joe: A casa é mais sua do que minha.
Demi: Sei lá, Joe! Já é meio dia, acho melhor a gente almoçar.
Joe: Hum... O que?
Demi: Não sei, vê o que tem.
Depois de virarmos o armário todo resolvemos fazer macarronada, já que Joe era fissurado por isso. Arrumamos a mesa e logo depois nos sentamos pra almoçar. Joe parecia que não ter comido há anos.
Demi: Ta passando fome, Joseph? (falei rindo e ele continuou a comer) Um sim ou um não ia bem, né?
Joe: Eu to desde ás 6 sem comer nada.
Demi: Que horror, Joe! (falei e voltei a enrolar o garfo no macarrão) Pelo menos educação, né?
Joe: Tu já me viu mais sujo que isso...
Demi: Arg! (a cena do dia que Joe foi jogar basquete e veio suado me abraçar, me embrulhou o estômago) Você tava um lixo naquele dia.
Joe: Até suado eu sou lindo. (Convencido? Que é isso, a pessoa mais humilde que já conheci)
Demi: Você é convencido, isso sim.
Joe: Não sou, não! Quem é bonito tem que se valorizar. (ele terminou de comer e se levantou, indo jogar o prato na pia) Devia tentar. (ele pegou a esponja)
Demi: Se eu fosse bonita já era um começo. (falei indo pra seu lado e colocando meu prato na pia)
Joe: Hey! Não fala isso. Você é linda e sabe disso. (ele bateu a ponta do dedo de leve no meu nariz, o deixando cheio de espuma)
Demi: Incrível como só você acha isso. (sequei o prato que ele me passou)
Joe: Por quê? Tinha que ser outra pessoa? (ele deixou o prato cair de novo dentro da pia e me encarou)
Demi: Não, né...
Joe: Hum. (ele fez bico)
Demi: Vai começar?
Joe: Não to fazendo nada...
Demi: Pára com esse bico... (tomei a esponja da mão dele e logo depois de jogá-las de novo na pia, apertei sua bochecha) Você ficou fofo!
Joe: Isso quer dizer que eu não sou fofo? (ele arqueou a sobrancelha)
Demi: Um fofo burro! (comecei a rir descontroladamente)
Joe: Um fofo burro que adora fazer cócegas. (saí correndo pela casa e ele veio atrás)
Eu e Joe éramos muito amigos, acho que até mais que o normal. Eu tinha medo de aceitar o pedido que ele havia me feito e estragar tudo. Mas eu o amava. E tudo indicava que ele também. Por que não tentar?
PARTE 2
Enfim... Faltavam dois dias pra o acontecer que eu mais tinha medo. Tia Denise iria se mudar. Ela dizia não ter mais condições de morar ali, o lugar não a trazia boas lembranças como disse. Eu pouco me lixava para o que ela achava do lugar. Eu estava pensando em apenas uma coisa, em apenas uma pessoa... Joe. Ele havia ficado revoltado com ela. Nós dois estávamos começando uma nova... fase?! Ele simplesmente explodiu, não quis escutar a mãe e como ela também não tinha paciência, começou a encrenca maior.
Hoje era o último dia dele em New Jersey. Aquilo doeu tanto. Meu coração se apertava mais em meu peito a cada passo que eu dava em direção a sua casa. Não estava nevando, mas o chão estava meio molhado pela chuva da noite anterior. Eu vestia uma calça jeans azul escuro e uma blusa amarela, que iam até meus pulsos por baixo do sobretudo vermelho. Quando cheguei em frente ao portão da família Jonas, hesitei. Deveria entrar ou não? Levantei a cabeça na tentativa de ver o espaço ainda como "a casa da família Jonas". Acabei, acidentalmente, lançando o olhar pra sacada do quarto de Joe. Ele estava sentado na rede branca que havia ali. Usava uma camiseta branca com uma camisa de malha xadrez, azul e branca, por cima, junto com uma calça jeans. Olhando pro céu, parecia estar em outro planeta. Tive a impressão de vê-lo chorar. Entrei devagar e encostei o portão, segui mais devagar ainda até o meio do jardim. Eu estava com medo de tocar a campainha, de dar de cara com Tia Denise. Ela era um doce, mas quando brava era terrível. Foi aí que desisti e resolvi voltar.
Joe: Tá indo aonde?
Demi: Ah, oi! (disse me virando)
Joe: Sobe aqui.
Demi: Certeza? (Eu disse fazendo careta)
Joe: Minha mãe não tá em casa. Ela foi ver as últimas coisas do carro de mudança.
Quando dei por mim ele já havia pulado da sacada e estava do meu lado. Não era tão alto, mas com meu ótimo equilíbrio a mínima altura já me dava medo.
Demi: Você... Você quer morrer? (falei desesperada)
Joe: Isso parece mais convidativo do que me mudar.
Demi: Não fala besteira. (dei um tapa em seu braço)
Joe: Não estou falando. Só que.. Eu não sei. Agora que tava tudo se ajeitando e... (coloquei o dedo em sua boca, o interrompendo)
Demi: Não importa, vamos aproveitar. Esquece sua mãe. Esquece mudança. Esquece tudo. (segurei sua mão com a minha que estava livre, entrelacei nossos dedos e quando levantei a cabeça de novo ele sorria. Encostou seus lábios nos meus e de novo aquela sensação que só ele me causava) Se sua mãe pega a gente aqui ela me mata. (disse separando-me dele)
Joe: Não foi você que disse pra esquecer tudo? (ele riu)
Demi: Joe... (disse como quem o queria repreender mas acabei por rir de sua expressão)
Joe: Vamos. (ele segurou minha mão e me puxou para fora do quintal) O que a gente vai fazer?
Demi: Não sei... O que tem em mente?
Joe: O que você acha da gente ir alugar um filme?
Demi: Portanto que não seja "O massacre da serra elétrica". (ele riu)
Joe: Tá bom... (fez careta) Como você sabia que esse era o meu palpite?
Demi: Por que você sempre escolhe esse?!
Fomos andando até a locadora mais próxima pra procurar um filme.  Depois de muito procurar acabamos por escolher Juntos pelo Acaso. Romântico. Mas a história era legal. Voltamos pra sua casa e eu entrei correndo pra dentro do quarto. Coloquei o DVD na TV e me joguei na cama, logo depois de uns minutos Joe voltou, com um balde de pipocas na mão, ele trancou a porta e se jogou do meu lado.
Demi: Meu Deus. A gente vai comer isso tudo?
Joe: Você eu não sei, mas eu to com muita fome. (ele fez careta pegando o controle, apontou pra TV e deu start) É, parece ser legalzinho.
Demi: Esse filme é lindo, tá? (falei dando um tapa em seu braço,ele riu e eu peguei um pouco de pipoca)
Ficamos vendo o filme, trocando carícias e enchendo a cara de pipoca. Joe passou as mãos por meu cabelos, me virei pra encarar seu rosto. Ele me olhava com uma cara de .. eu não sei bem explicar. Mas não era uma cara boa. Pude ver que lágrimas começavam a surgir em seus olhos.
Demi: Hey... (sequei suas lágrimas, e sorri. Me aproximei dele colando nossos lábios, um beijo calmo, mas que logo foi tomado pelo desespero. Esse podia ser o nosso último beijo. Quando percebi, Joe já estava em cima de mim e o balde de pipoca já estava no chão. Apertei os dedos em seus cabelos o puxando contra mim.)
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13 de Fevereiro de 2007
4:32 PM
35, Monmouth Street, New Jersey, Estados Unidos.
Casa dos Jonas.
Abri os olhos devagar, olhei pra meu peito e pude ver Demi deitada. Sua respiração era calma, seus cabelos tampavam o rosto, passei meus dedos devagar o afastando de sua pele e ela foi abrindo os olhos devagar.
Demi: São que horas? (olhei pro despertador no criado mudo)
Joe: 16:32.
Demi: Como? (ela levantou apavorada) Meu Deus. (se enrolou no lençol e saiu juntando suas roupas no chão) Sua mãe. Ela... Ai meu Deus. (Ela correu pro banheiro, me levantei pra ir pra perto dela mas ela bateu a porta no meu rosto)
Joe: Demi, abre a porta. (depois de uns 2 minutos ela abriu, já vestida. Eu estava abotoando o botão da calça enquanto ela amarrava o cabelo num coque frouxo)
Demi: Eu tenho que ir.
Joe: Demi... (segurei seu braço) Minha mãe não tá falando comigo. Ela tá me ignorando já tem 2 semanas.
Demi: Mas Joe, eu...
Joe: Shiu... Relaxa. Ela não entrou aqui. A porta da trancada, lembra? (ela suspirou) O que você acha da gente sair? Passear no parque?
Demi: Eu não sei, não.. Hã... Ta bom. (ela revirou os olhos)
Joe: Deixa só eu me vestir. (Fui pegar minha camiseta que estava no chão e vesti, Demi se encarava no espelho com um cara engraçada. Descemos a escada enquanto eu estava pondo meu casaco por cima)
Fomos caminhando pelas ruas sorrindo. Eu a abraçava pela cintura, a carregava nas costas e as vezes corríamos um atrás do outro. Não parecia que hoje seria o nosso último dia juntos. Era tão dolorido pensar naquilo. Eu podia nunca mais ver Demi, sentir seu cheiro, o calor de sua pele. Nada. Nunca pensei que uma palavra, pequena que fosse, podia ser tão dolorosa, tão perturbante. Somente ela podia machucar tanto.
Estava sentado vendo Demi pular pelas poças, como uma criança de 5 anos. Ela ria e eu aqui, só a observando do banquinho. Meus braços estavam cruzados e meu pé batia num ritmo bem calculado.
Demi: Vem! (Ela falou me puxando do banco pra pular pelas poças com ela)
Joe: Não, Demi... (ri sem jeito)
Demi: Ah vai, nem tem ninguém aqui...
Joe: Demi...
Demi: Joey. (ela fez bico, o que me fez rir e me levantar)
Eu me sentia tão bem com ela, me sentia uma criança de novo. As pessoas passavam e nos olhavam como se fossemos doidos. E éramos. Um pelo outro. Eu pulei e estiquei a mão pra ela, que se contorcia de rir.
Joe: Vem, Demi.
Demi: Se eu cair, você pode se considerar um homem morto.
Joe: Eu não vou deixar você cair. (falei rindo, ela pulou pra mim e perdeu o equilíbrio mas a segurei antes)
Demi: Ai meu Deus. (ela falou agarrando minha blusa com as unhas)
Joe: Calma. Ta com medo de uma poça d'água?
Demi: Cala a boca.
Joe: Como? (sorri pra ela que corou)
Demi: Besta. (ela falou baixo, abaixando a cabeça)
Coloquei o dedo no queixo dela e levantei delicadamente a fazendo me encarar. Suas bochechas estavam vermelhas. Me aproximei dela com cuidado e selei nossos lábios.
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15 de Fevereiro de 2007
9:35 AM
 35, Mt. Pleasant Street , New Jersey , Estados Unidos.
Casa dos Gomez.
Demi: Anda Sel! (falei correndo pra fora da sua casa)
Sel: Eu to indo... (Ela veio atrás vestindo o casaco)
Entramos no carro da Tia Amanda desesperadas. Ela logo arrancou com o carro pra casa de Joe. Ou melhor pra antiga casa de Joe. Eu já estava prendendo o choro, Sel me abraçou de lado. 
Sel: Vai ficar tudo bem. (encostei a cabeça em seu ombro)
Percebi que chegamos quando Tia Amanda parou o carro. Meu coração pulou e eu sai do carro, tropeçando nas minhas pernas. Pude escutar o barulho da porta e os passos de Selly atrás de mim.
Corri até o quintal da casa, esbarrando nos homens que carregavam as caixas pra dentro do caminhão. Virei o rosto tentando encontrar Joe, minha visão estava meio turva pelas lágrimas mas fechei os olhos rapidamente na tentativa de enxergar melhor. Vi seu corpo apoiado na cerca, ele olhava pro chão e o rosto estava inchado pelo choro. Corri e o abracei. Quase caímos no chão mas eu precisava sentir aquilo. Sentir seu calor pela última vez. Uma força inexplicável fez eu perder o controle do meu choro. Só sei que tudo o que eu prendi durante a manhã estava escorrendo por minha face. Joe também chorava, e aquilo estava doendo. Eu talvez nunca mais o veria. Nunca. Essa palavra fez eu abraçar Joe mais forte, e ele correspondeu.
Joe: Eu..te..amo.. (ele sussurrou em meu cabelo, me fazendo chorar mais ainda)
Demi: Eu te amo... (repeti com a voz embargada) Sempre...
Nos separamos e ele me deu um beijo na testa. Selena nos encarava com os olhos já vermelhos. Joe esticou o braço pra ela que veio correndo e o abraçou. Ele sorriu pra mim entre o choro e me puxou pra perto. Ficamos os 3 ali. Abraçados. Com medo de nunca mais nos vermos.
Denise: JOSEPH!
Joe: Isso aqui é pra vocês. (ele tirou dois pedacinhos de papel do bolso e entregou um pra cada uma) Eu prometo que volto.... (ele dei um beijo na testa de Sel e me deu um selinho um pouco demorado. Correu até o carro de tia Denise, entrou e bateu a porta. Ele abaixou o vidro e ainda pude ver ele falando... Eu te amo. Sorri em resposta. Não foi alto. Só pude ler seus lábios antes do carro sair. Me virei pro lado abraçando Selena. Ficamos as duas chorando, abraçadas. Na porta da -já antiga- casa dos Jonas.
Me soltei de Selena e sua mãe a abraçou forte. A pequena ali em minha frente nunca tinha desmoronado. Nunca mesmo. Selly era a que dava forçar pra mim e pra Joe. Lembrei-me do papel que essa hora já estava amassado em minha mão. O abri cuidadosamente.
“But I'll be there forever, you will see that it's better. All our hopes and our dreams will come true. I will not disappoint you, I'll be right there for you 'til the end, the end of time
 Please be mine..." 

Minhas mãos nesse momento já tremiam. Como eu viveria sem Joe? 
PARTE 3
25 de Março de 2007
1:25 PM
 35, Mt. Pleasant Street , New Jersey , Estados Unidos.
Casa dos Gomez.
Depois da partida de Joe, eu e Selena estávamos mais próximas. Não nos desgrudávamos por nada. Ela era meu porto seguro. Estávamos jogadas no chão de seu quarto.
Demi: Sel?
Sel: Oi?
Demi: Vamos fazer brigadeiro?
Sel: Demi, a gente acabou de lanchar, tem uns 5 minutos...
Demi: Me deu uma vontade louca de comer brigadeiro, Sel. (fiz bico e ela riu)
Sel: Torce pra ter leite condensado (Cruzei os dedos e desci as escadas atrás dela)
Demi: Então... Vai demorar muito?
Sel: Calma né, Demi.
Depois de Selena terminar, jogamos no prato e colocamos granulado, subimos pra seu quarto de novo. Eu estava comendo normalmente até meu estomago embrulhar completamente. Coloquei a mão na boca.
Sel: Que foi? Tá ruim?
Não respondi. Corri pro banheiro e coloquei tudo pra fora. Sel veio atrás de mim segurando meu cabelo.
Sel: Você tá me assustando. É a 4ª vez essa semana, Demi. O brigadeiro tava ruim? Talvez o leite condensado estivesse fora da validade...
Demi: Não foi o brigadeiro. (me levantei e fui em direção a pia, molhei as mãos e passei em meu rosto e em meu pescoço) Meu estomago ta meio sensível. (voltei pro quarto, me sentei na cama, amarrei o cabelo no alto da cabeça num coque frouxo e abaixei a cabeça)
Sel: Demi, você tá... Você e o Joe... Hã... É. você sabe...
Demi: Do que você tá... Ai meu Deus. (passei a mão no rosto nervosa) Não pode ser.
Sel: Você tá grávida? (ela se sentou do meu lado)
Demi: Eu... não sei.  (falei começando a chorar e a abraçando)
Sel: Ai meu Deus. Fica aqui. Eu vou à farmácia comprar o exame.
Sel saiu e eu me joguei na cama chorando. Não, não, não. Não pode ser. Fiquei praguejando ao vento até Sel aparecer. Ela entrou no quarto e me empurrou no banheiro. Ela comprou 5 exames. Depois de fazer todos voltei pro quarto e ela ficou falando.
Sel: Imagina que linda que vai ser essa criança?
Demi: Eu nem sei se eu to grávida, Selena.
Sel: Você tá. Pensa positivo. (ela me deu língua) Terminou o tempo, Demi.
Demi: Eu não tenho coragem de ir ver...
Sel: Eu vou então, porque to muito nervosa. (ela foi no banheiro e voltou com os 5 testes)
Demi: E aí? (respirei fundo)
Sel: Todos deram o mesmo resultado.
Demi: O que é, Sel? (ela hesitou)
Sel: Eu vou ser tia! (ela me abraçou rindo e umas lágrimas escorreram por minha face. Não sei se eram de felicidade ou de tristeza) Oi, eu sou a tia Selly. (Ela passou a mão na minha barriga) Eu to tão feliz, Demi! (ela riu de si própria me encarando)
Demi: Eu... Eu nem sei o que pensar. Eu nem tenho 15 anos. (falei assustada)
Sel: Ih, criatura, não vem não. Nem pense em...
Demi: Eu nunca faria isso. (revirei os olhos)
Sel: Eu pago todos os sorvetes do mundo pra você hoje. (ela disse dando uns pulinhos sentada mesmo)
Demi: Não promete o que não vai cumprir.
Sel: Eu vou cumprir. (ela pegou minha mão e me arrastou pra fora do quarto, fomos andando até a cozinha falar com Tia Amanda que estávamos saindo)
Amanda: Vocês não cansam de comer, não? (ela falou rindo)
Sel: O problema é a Demi que é saco sem fundo. (dei língua pra ela) Ela lanchou, comeu brigadeiro e agora quer sorvete.
Amanda: Ai meu Deus. (Ela disse guardando um pote dentro do armário) Não cheguem muito tarde.
Sel: Ok. (ela segurou minha mão e saiu saltitando pela calçada) Eu vou ser tia, lalalala!
Demi: Cala a boca, Selena!
Sel: Que é? Eu vou ser mesmo. (ela me deu língua)
Chegamos a sorveteria e Sel me fez comprar quase todos os sabores, nos sentamos na mesa. Ela só havia pegado um sabor e me encarava sorrindo.
Demi: Essa sua cara já tá me dando nervoso. (coloquei uma colher na boca)
Sel: Eu to feliz. E era pra você também estar. (ela revirou os olhos)
Demi: Eu to feliz.
Sel: Não como deveria. Pensa só. Daqui a menos de 9 meses você vai estar com um bebezinho lindo no colo. (ela fez cara fofa) E sem falar que vai ser uma miniatura sua e do Joe.
Demi: Joe... Seria melhor se ele estivesse aqui. (abaixei a cabeça)
Sel: Demis... Ele não ligou porque com certeza a mãe dele ficou enchendo o saco.
Demi: Será mesmo? Ele pode estar com outra g...
Sel: Não começa, não! Você sabe melhor que ninguém que o Joe daria a vida por você. (ela sorriu) Agora come esse sorvete, antes que derreta.
Demi: Ta bom, mãe. (ela riu)
Sel: Falando nisso... Quando vai contar pra sua mãe?
Demi: Não sei... Eu to com medo.
Sel: Eu não queria falar nada mas... Eu acho que minha mãe já sabe. (ela fez careta) Ela ficou olhando muito pra você e pra sua barriga. (ela revirou os olhos)
Demi: Eu vi! (Falei rindo) Quando a gente voltar eu conto pra ela.
Depois de terminarmos o sorvete voltamos pra casa de Selena. Sua mãe estava na sala assistindo TV.
Sel: Chegamos. (Sel disse segurando minha mão e me levando pro sofá) Você tá ocupada, mãe?
Amanda: Não. (ela sorriu) Aconteceu alguma coisa?
Demi: Érr... Aconteceu.
Amanda: O que foi? (ela desligou a TV e se virou pra nós duas)
Sel: Não grita, no máximo cara de assustada. (me sentei no sofá e Sel se ajoelhou na frente do sofá pra encarar a mãe) Fala, Demi.
Demi: Mas... (ela me mandou um olhar nada agradável) Eu... Eu to grávida.
Ela não ficou assustada. Não gritou. Só fez uma cara estranha.
Amanda: Eu já sabia disso. (ela riu) Eu já passei por isso e conheço uma gravidez de longe. 
Sel: Eu disse! (Sel se levantou e se jogou na poltrona)
Amanda: É do Joe, não é? (ela falou segurando minha mão esquerda e me fazendo a encarar)
Sel: Não, mãe, do Scooby Doo. (ela revirou os olhos)
Demi: Selena! (joguei uma almofada nela que riu)
Amanda: Eu conheço a filha que tenho, (ela riu) já esperava uma piada dessas. Mas então... Sua mãe já sabe?
Demi: Não, a gente descobriu não tem nem uma hora ainda.
Amanda: E a Selena já te enfiou numa sorveteria? (ela gargalhou)
Sel: Qual é, gente? Eu queria comemorar.
Amanda: Você tem que contar pra ela.
Demi: Eu nem to vendo mais minha mãe. Ela agora fica o dia todo no trabalho.
Amanda: Se você quiser eu fico do seu lado pra te dar força, mas isso só você pode falar pra ela.
Apenas assenti. Passamos o resto da tarde vendo fotos minha e de Selly quando crianças. Era uma pior que a outra. Mas eu me diverti. 
 PARTE 4
30 de Março de 2007
4:20PM
 40, Mt. Pleasant Street , New Jersey , Estados Unidos

Depois de passar uma hora, depois da escola, na casa de Selly conversando com ela eu resolvi ir pra casa e fazer o que tinha a ser feito. No momento que coloquei o pé pra fora da casa de Selena e vi minha casa, bateu um medo. O que eles diriam? Iriam me apoiar? Ou não? Bom, só falando.
Caminhei devagar até em casa, larguei minha bolsa no quarto no andar de cima e pude ouvir um barulho de chuveiro. Provavelmente meu pai. Ele trabalhava até as 3 nas sextas e minha mãe até as 5. Troquei de roupa e depois desci para a sala. Eu iria falar com ele primeiro pois sabia como minha mãe era em relação a “adolescentes que engravidam antes da hora” e ela não ia gostar nada do que eu iria falar.
Patrick: Filha? (ouvi chamar da escada e me virei)
Demi: Oi, pai. (sorri fraco)
Patrick: Achei que fosse ficar pela Selena hoje, você dorme lá todas as sextas. (disse vindo se sentar ao meu lado no sofá)
Demi: Eu ia mas tenho que conversar com você. Algo sério. (olhei pra baixo)
Patrick: Aconteceu alguma coisa, Demi? (ele se sentou mais perto e me olhou carinhoso)
Demi: Sim, e eu não faço a mínima ideia de como te falar isso... (criei um nó na garganta, bem legal)
Patrick: Vá direto ao ponto.
Demi: Eu... Hã... Pai, o que você pensa sobre adolescentes que... (uma lágrima desceu e eu parei por alguns segundos) Que tem filhos? (não levantei a cabeça para lhe encarar, não conseguia)
Patrick: Demi, você está... Você tá grávida? (levantei o olhar até ele e vi que ele não tinha nenhum traço de quem estivesse bravo ou a ponto de socar a filha)
Demi: Eu... (assenti e coloquei as mãos no rosto deixando algumas lágrimas descerem) Olha, eu não qu... (fui interrompida por um abraço)
Patrick: Não precisa chorar, filha. Calma. (levantei a cabeça e ele tirou o cabelo do meu rosto e pescoço, o puxando para trás) Sem desespero. (ele sorriu doce)
Demi: Você não vai brigar nem fazer um escândalo? (passei a mão pelo rosto)
Patrick: Não. Isso acontece, você não foi a única. E um filho é sempre um presente pra nós, deve ser bem recebido. (ele sorriu de novo e eu retribuí com um sorriso fraco) Esse bebê é do Joe, não é? (assenti) Então tudo bem. (ele disse divertido e eu ri baixo)
Demi: Obrigada, pai. (o abracei apertado e ele deu um beijo na minha cabeça) Muito obrigada. (ele me soltou e ficamos em silêncio por alguns segundos) Hã, eu preciso de mais um favor seu... (sorri amarelo)
Patrick: O quê?
Demi: A mamãe... Eu não sei como falar pra ela. 
Patrick: Nós damos um jeito. Calma. (sorriu) 
Me aconcheguei no sofá da sala e fiquei encarando a TV, meu pai aconchegou-se do meu lado e não falou mais nada. Eu encarava cada canto dali, o silêncio que a casa estava, só o som baixo da voz do homem do tempo.
Eu tinha medo da reação que minha mãe teria, tinha medo do que ela podia fazer. Mesmo sem nunca ter visto o rosto do meu bebê, eu já o amava e tinha muito medo de alguma coisa o acontecer. 
Demi: Pai? (O chamei e ele só virou o rosto em minha direção) Eu... Como eu vou contar pra mamãe?
Patrick: Eu acho melhor a gente não contar de cara. Deixar ela chegar do trabalho, descansar... Depois do jantar. O que acha?
Demi: Eu não acho mais nada, pai... (falei baixo) Por mim tudo bem. A gente deixa pra contar depois do jantar. (ele sorriu voltando a atenção pra TV)
As horas foram se arrastando, os ponteiros pareciam estar colados no relógio. Meu coração martelava no meu peito. Escutei o barulho da garagem e senti a mão do meu pai segurando a minha sobre o sofá. Olhei pra ele sorrindo fraco. Escutei a porta da frente bater e logo minha mãe apareceu, depois ouvi passos até a cozinha que depois vieram pra perto de mim. Ela deu um beijo rápido na minha testa e eu continuei encarando a TV.
Dianna: O que foi? (perguntou encarando a TV também)
Patrick: Nada. (sorriu pra ela, se levantando e a abraçando)
Dianna: Eu vou tomar um banho e depois eu desço pra fazer o jantar.
Às 6 e meia da tarde, enquanto meu pai foi tomar outro banho fui ajudar minha mãe com a comida.
Dianna: Aconteceu alguma coisa, Demi? (perguntou)
Demi: Não, tá tudo bem. (respondi enquanto colocava os pratos na mesa)
Patrick: Já ta pronto? (perguntou enquanto entrava na cozinha)
Dianna: Ta sim! (sorriu colocando sobre a mesa, nos sentamos) Não vai comer, Demi? Você ta enrolando um tempão com a comida.
Demi: To sem fome... (sorri fraco e encarei meu pai, ele assentiu com a cabeça) Eu queria falar com você... (falei baixo)
Dianna: Aconteceu alguma coisa? (disse dando uma garfada)
Demi: Na verdade sim. (continuei a “brincar” com as ervilhas no prato)
Dianna: Fala Demi!
Demi: Eu... To grávida. (Silêncio. Não tive coragem de levantar a cabeça pra encará-la)
Dianna: Brincadeira de mal gosto, Demetria. (levantou indo em direção à pia)
Patrick: Ela não ta brincando, Dianna. (falou sério, abaixei a cabeça e deixei as lágrimas escorrerem por minhas bochechas)
Dianna: Como assim ela ta grávida? (gritou) O que você tava na cabeça? (me levantei indo pra perto dela)
Demi: Mãe, eu...
Dianna: Você vai ter que tirar isso daí. (disse enquanto passava as mãos no cabelo nervosa)
Demi: Eu não vou fazer nada. (disse com a voz falha)
Dianna: Como não? Onde vai ficar o nome da nossa família? Lovato é um sobrenome honrado! E ele vai ser sujo por um descuido infantil como esse? Nunca!
Demi: Eu não vou matar o meu bebê! (gritei tomada pelo choro)
Dianna: Cala a sua boca! Some da minha frente! (Sua mão bateu com força no meu rosto, não consegui sair do lugar)
Demi: Eu não vou tirar ele de mim. Nem você e ninguém vai me forçar a fazer isso! (virei o rosto em sua direção, deixando a fúria tomar conta de mim)
Dianna: Some dessa casa Demetria!
Patrick: Vai pra casa da Selena, Demi. (disse enquanto a segurava)
Dianna: Nunca mais apareça aqui, ta me escutando? 
Sai correndo de casa, eu sabia que era dessa reação pra pior, atravessei a rua, meio desnorteada com tudo o que estava acontecendo. Bati na porta de Selena ignorando a campainha, ela abriu e eu praticamente voei em cima dela.
Demi: Ela quer matar o meu bebê. (afundei a cabeça no pescoço de Sel que me abraçou forte)
Sel: Calma Demi. Ninguém vai encostar um dedo nele ta me escutando? Agora entra. (entrei e ela encostou a porta. Me deu a mão e me puxou até o sofá) Respira. Eu vou pegar um copo de água pra você e depois você me fala o que aconteceu, ok? (assenti e juntei as minhas mãos que já estavam suadas e tremiam muito. Selena se sentou do meu lado me entregando o copo. Bebi e ela me encarava com uma expressão carinhosa e ao mesmo tempo de preocupação) Agora fala.
Demi: Meu pai aceitou. Ele disse que bebês são presentes e temos que agradecer. Já a minha mãe; não. Ela falou que isso só vai sujar o nome da família, ela me expulsou de casa e... (voltei a chorar. Sel me puxou pra um abraço e eu fiquei ali um bom tempo) Ela não pode tirar o meu bebê de mim, Sel. Ela não pode. É o meu bebê com o Joe, eu não vou aguentar se ela fizer alguma coisa de mau pra ele.
Sel: Ela não vai fazer. Ela que se atreva a encostar um dedo em vocês dois.
PARTE 5

Eu estava sentada no sofá da casa de Selena, a casa estava em silêncio. Eu sentava com a cabeça no ombro de Sel, passava um filme mas eu não sabia o nome e nem estava interessada. Pus a mão na barriga e a acariciei de leve, senti algumas lágrimas descerem. Fechei os olhos e acabei cochilando. Acordei quando Tia Amanda entrou, minha mãe tinha feito uma proposta ridícula dela ir pra outra cidade e me levar junto.
Sel: Pra que isso, mãe? (Sel perguntou indignada) Parece até que a Demi cometeu um crime.
Amanda: E pra Dianna é isso que ta acontecendo. Ela não quer que ninguém saiba que você tá grávida, Demi. Pra ela isso é o fim do mundo.
Sel: O fim do mundo é o que ela ta fazendo. A Dem ta esperando um bebê! Não é um monstro ou sei lá o que...
Demi: Tia, você não precisa ir, eu não quero atrapalhar a vida de vocês.
Sel: Você não ta atrapalhando, Demi. (me abraçou de lado) Só que põe na sua cabeça que eu não vou largar do seu pé nunca. Ok? (disse fazendo eu e Amanda rirmos) Ela falou que cidade a gente tinha que ir? (só de escutar o "a gente" eu me sentia muito mais calma.)
Amanda: Alguma cidade pequena. Eu não sei ainda pra qual.
10 de Junho de 2007
2:33 PM
St. Augustine (FL) Premium Outlets
Depois do que minha mãe falou para Tia Amanda – ou Mandy para os íntimos – nós decidimos que seria melhor que todos fizéssemos o que Dianna disse. Nós 4, ou 5 se for incluir meu bebê, nos mudamos para St. Augustine, na Flórida. Era uma cidade super pequena, mas era linda e boa de viver. O pai de Selena pediu transferência e veio junto. Tudo bem que eu me sentia meio culpada por fazer eles virarem as suas vidas de cabeça para baixo, mas eles haviam me convencido que estavam fazendo isso para o bem de todos.
Havíamos tirado o dia para comprar roupas para minha princesinha – sim, eu esperava uma menina! – então havíamos ido até o Premium Outlets, que ficava um pouco afastado de casa. Já tínhamos passado por umas 5 lojas do shopping. Selena e Tia Mandy me mostravam diversas roupas pra bebê. Enquanto Selly segurava um macacão rosa com um ursinho na frente, sua mãe olhava um vestido branco com uns detalhes tipo marinheiro.
Demi: Gente, não ta bom de roupa, não?
Tia Mandy: Tá cansada?
Demi: Um pouquinho. (sorri amarelo) Sei lá, a gente já passou em 5 lojas e o carro já ta cheio de sacolas.
Sel: Você quer deixar sua filha sem roupa? (fez cara de indignada) Poxa Demi, não pensei que fosse assim.
Demi: Ok, Sel! Eu vou me sentar porque estou cansada. (revirei os olhos e caminhei até uma poltrona que tinha na loja, era quarta feira e por isso não estava muito cheia. Fiquei brincando com dois sapatinhos vermelhos sobre a barriga. Não demorou muito e Selena se sentou do meu lado)
Sel: Ok, a gente já tem bastante roupa. Que tal passar na loja de brinquedos?
Demi: Ah, Sel, sei lá.(Levei um susto quando senti um pontapé na barriga) Ai!
Sel: O que foi?
Demi: A Maddie chutou. (fiz careta e pus a mão sobre a barriga)
Sel: ELA O QUÊ?
Demi: Ela chutou, ué.
Sel: Que calma é essa, Demi? (ela disse sorrindo feito boba)
Demi: Ela faz isso às vezes.
Sel: Nem pra avisar, caramba! (fez bico) Posso? (disse apontando pra minha barriga e eu sorri) Dona Madison, pode ir chutando pra Tia Selly, ok? (Selena sempre conversava com minha barriga e às vezes era engraçado) Ok. To esperando... (dois minutos e nada, mas quem disse que Selena desistiu? Pimba! Fiz careta com a dor. Essa com certeza foi a mais forte)
Demi: Essa doeu!
Sel: Faz de novo, Maddie. (ela falou encantada encarando a barriga. Ficamos esperando um tempo mas parece que ela dormiu) Eu ainda to de mal com você. (fez bico)
Demi: Ah, Selly. (fiz bico também)
PARTE 6
16 de novembro de 2007, 3:18PM
83 - St. George Street, Saint Augustine - FL, Estados Unidos. 
Casa dos Gomez

Eu e Demi estávamos deitadas na minha cama, entre edredons e almofadas, porque o inverno começava, assistindo a filmes de comédia e enchendo a cara de porcarias. Bom, pelo menos eu estava. Demi estava cuidando da alimentação, por causa de Maddie.
Demi: Fala sério. Que ator de Hollywood aceita fazer um filme desses? (disse indignada e alisou a grande barriga, que já completara 9 meses)
Sel: O quê? (ri)
Demi: O cara vai ser zoado pelo resto da vida por ter feito esse filme aí. (ela se sentou na cama) 
Sel: Você escolheu, nem reclama. (peguei o controle e tirei do filme)
Demi: É que a capa fazia parecer legal. (ela fez bico)
Sel: Tá né. 
Demi: Ai... (ela gemeu baixinho) 
Sel: O que foi? 
Demi: Eu... To me sentindo estranha, Selly... AI! (colocou as mãos sobre a barriga)
Sel: Você...? 
Demi: Chama a sua mãe... (ela fechou os olhos com força e eu desci correndo) 
Sel: Mãe, a Demi precisa de ajuda. (disse depois que a encontrei na sala)
Amanda: Como? (perguntou confusa)
Sel: Eu acho que a Maddie tá chegando.
Ela se levantou rápido e fomos correndo escada acima até o meu quarto. Minha mãe se aproximou de Demi, que estava um pouco suada e começava a ficar ofegante, e afagou sua barriga. 
Amanda: Você tem certeza, querida? 
Demi: Sim, Tia. 
Amanda: Vamos para o hospital, então. Consegue andar? (ela assentiu e se levantou da cama. Abri meu guarda-roupa e tirei a bolsa com as roupinhas de bebê de lá)
Sel: Vem, Demi. 
Fui até ela e parei do seu lado, lhe dando apoio, e descemos as escadas. Antes de entrar no carro, que estava estacionado na rua, Demi deu uma olhada para sua casa e suspirou. Eu a ajudei a entrar no carro e a deitei no banco de trás enquanto minha mãe trancava a porta. Ela voltou rápido e nós entramos no carro. Minha mãe dirigiu até a clínica de Demi, o médico dela fazia plantão hoje. Ajudei Demi a sair do carro enquanto minha mãe correu lá dentro pedir pra reservarem um quarto e arrumar tudo. Um dos enfermeiros me ajudou com ela e logo que entramos a colocaram numa maca. 
Demi: Selly, entra comigo? 
Sel: Eu posso? 
Perguntei pro enfermeiro e ele assentiu. Um médico apareceu e eles levaram Demi para uma sala mais isolada, no fim de um corredor, e eu os segui de perto. Nós entramos na sala e os enfermeiros correram para arrumar os aparelhos, a cama e tudo. Colocaram um aparelho respiratório nela e cada um foi para um lado da sala. Em nenhum momento soltei a mão dela depois que chegamos na clínica. 
Sel: Ta doendo? 
Demi: Muito, Selly. (ela disse de olhos fechados, a voz abafada pelo aparelho)
Sel: Vai valer a pena, confie em mim. (passei a mão na sua bochecha, que estava rosada e quente) 
Demi: Eu sei. (ela abriu os olhos e deu um pequeno sorriso) Pede pra eles irem rápido, por favor...
Sel: Eles já vão, não se apresse, Demi. 
Demi: Se ela ficar muito tempo aqui dentro, ela pode ficar doente. Ou acontecer coisa pior...
Sel: Não fala besteira.
Os enfermeiros se posicionaram em volta da mesa e o médico chegou. Falou com Demi e disse que quanto mais calma ela tivesse, melhor seria. Um dos enfermeiros aplicou anestesia em pouco tempo eles começaram a cirurgia. O médico dissera que Demi seria obrigada a fazer cesariana, pois seu corpo era pequeno e não estava totalmente desenvolvido. Eu não olhei, claro. Senão eu ia parecer aqueles pais que assistem ao parto dos filhos e acabam desmaiando ou vomitando. Deixei minha atenção toda em Demi. Ela segurava minha mão fortemente, e as vezes me olhava, mas ficava a maior parte do tempo olhando para o teto ou para a pulseira no seu braço, que fora o primeiro presente de Joe. Em poucos minutos um único som ecoava pelo quarto: um choro baixinho de bebê. Eu olhei para Demi e ela me encarou com o maior e mais lindo sorriso do mundo, que eu não vira desde que Joe foi embora. De longe pude ver que eles deram um banho super rápido na Maddie, a enrolaram numa toalha e trouxeram ela para Demi. O enfermeiro que a trouxe botou ela entre eu e Demi para que ela pudesse vê-la, e Demi abriu o sorriso mais ainda e com a mão livre acariciou seu rostinho. Ela seria, de longe, uma das crianças mais lindas e amadas que eu veria na vida.
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16 de novembro de 2007, 4:20PM
Flagger Clinic, Saint Augustine - FL, Estados Unidos
Sala 28

Eu estava deitada no sofá esperando Demi acordar. Segundo os médicos tudo havia ocorrido bem, Maddie era saudável e estava agora no berçário, mas eu não fui vê-la. Esperaria Demi acordar para ver junto com ela, já que agora Maddie estaria... Limpinha, digamos assim. Eu liguei para Patrick a pedido de Demi, ele já havia chegado e estava sentado numa poltrona conversando comigo. Demi começou a se mexer na cama e eu levantei correndo, parei do lado da cama e tirei o cabelo do seu rosto. 
Sel: Dems?
Demi: Oi... (ela abriu os olhos e sorriu)
Sel:Como você tá? 
Demi: Com um pouco de dor. (sua voz saiu baixa) 
Sel: Isso passa. (sorri) Mas olha quem veio te ver... (saí da frente e Patrick se aproximou sorrindo)
Demi: Pai! (ela sorriu) Você veio.
Patrick: Sim, não perderia isso por nada. (ele sorriu e deu um beijo na testa de Demi) Onde a pequena está?
Sel: Uma enfermeira já vai trazer ela. 
Demi: Ok. (ela sorriu) 
Nós esperamos mais uns minutos conversando até alguém bater na porta. Uma enfermeira entrou, ela levava nos braços um "embrulhinho" lilás, e se aproximou da cama de Demi. 
Enfermeira: Aqui está sua princesinha! (Demi sorriu e ela lhe entregou a bebê com cuidado) 
Demi: Oi, meu amor... (ela lhe deu um beijinho na testa, os olhos cheios de lágrimas) 
Enfermeira: Eu vou deixá-la aqui e você tenta amamentar ela. Sabe como fazer isso, certo?
Demi: Sei sim, obrigada. (a enfermeira saiu dali e eu me aproximei mais da cama) Ela é tão linda, Selly.
Sel: Ela é a sua cara. (sorri)
Demi: Pior que é. (ela sorriu toda boba e algumas lágrimas desceram pelo seu rosto) Nossa, isso é tão estranho! (ela riu baixinho e passou a mão no rostinho de Maddie)
Patrick: É mesmo. (ele sorriu)
Demi: Quer segurar ela? 
Patrick: Claro. (ele se aproximou mais da cama e Demi lhe passou a bebê com cuidado)
Demi: Você tá parecendo um gigante do lado dela...
Patrick: Eu não sou tão grande, ok? (Demi riu e Patrick começou a brincar com as mãozinhas da neta, também todo bobo) Bom, eu não posso negar que vocês fizeram um bom trabalho. Ela é uma bonequinha!
Demi: Puxou a mim, ué! (rimos) 
Patrick: Demi, eu queria ficar mais aqui, mas não posso. Preciso ir, mais tarde antes de ir pra casa eu passo aqui pra ver vocês, tudo bem? 
Demi: Tudo bem, pai. (Ele lhe devolveu Maddie, se despediu de nós e logo saiu) Eu não falei, Sel, mas eu to com medo... (a expressão de felicidade abandonou seu rosto e de repente ela pareceu aflita)
Sel: Medo de quê, Demi? (sentei na beirada da cama)
Demi: De tudo. De como as coisas vão ser daqui pra frente, se eu vou conseguir cuidar dela como devo... Primeiro que eu não posso morar com você o resto da minha vida. 
Sel: Sua mãe vai ter que te aceitar de volta, Demi. Seu pai vai te ajudar, tenho certeza. Você viu como ele ficou bobo com a Maddie? (ela sorriu) E além do mais, você pode sim ficar lá em casa o quanto quiser. Você é da família, e minha mãe vai adorar ajudar você a cuidar dela.
Demi: Eu sei que sim, mas eu me sinto mal com isso. Como se eu estivesse incomodando, sabe? 
Sel: Eu não acho que você deva pensar sobre isso agora. (falei sincera) A enfermeira falou pra você dar de mamar pra ela. (ela assentiu)
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16 de novembro de 2007, 7:20PM
Flagger Clinic, Saint Augustine - FL, Estados Unidos
Sala 28
Demi on:
Eu estava literalmente encantada com a pequena bebê em meus braços. Quem a olhasse diria que ela foi perfeitamente desenhada, perfeitamente divida geneticamente. Seu peito subia e descia levemente, acompanhando sua respiração, enquanto ela dormia. 
Tia Amanda viera me ver, falou que Maddie era metade Joe e metade eu, e eu não pude negar. Meu pai estava quase chegando e Dianna não havia dado sinal de vida. Até o pai de Selena, que vive viajando (e por coincidência estava na cidade essa sexta) viera me ver.
Eu estava sozinha no quarto, terminando de amamentar Maddie, quando a porta se abriu.
Demi: Mãe? (a olhei surpresa, ela se aproximou de mim com um sorriso que era no mínimo cínico)
Dianna: Olá, Demetria. Seu pai falou que você veio aqui hoje e... que ela nasceu. (seu rosto ficou sem expressão)
Demi: É o que parece... (puxei Maddie mais pra mim, tentando protegê-la o máximo que conseguisse)
Dianna: Eu não vou fugir com ela. (deu uma risada seca) Mas tenho uma proposta a lhe fazer. Não é bem uma proposta, mas quase isso. 
Demi: O quê? (perguntei sem mostrar interesse)
Dianna: Não sei se você sabe, mas você não vai ter condições de cuidar dela. (olhei-a incrédula) Não só na questão de tomar conta, mas com o dinheiro também. Você não pode trabalhar fora pra ganhar dinheiro, e uma criança queima muito dinheiro... (a interrompi)
Demi: Do que você tá falando? 
Dianna: Que você não vai conseguir criar ela, Demi. Lógica simples. 
Demi: Por que não conseguiria? Tenho Selena, me cuidei nesses últimos meses, posso me cuidar agora. (por que estava dando ouvidos a ela mesmo?)
Dianna: Ah, claro. (riu sarcástica) Enfim, como eu sou responsável por você (óbvio, "responsável") eu digo o que deve fazer. Dê a menina pra um orfanato. (disse decidida e a única coisa que eu consegui fazer foi rir) 
Demi: Aham, sim. Eu vou tomar conta dela, não interessa o que você quer. 
Dianna: Você devia saber que eu posso fazer o que quiser, não é? Não seria tão difícil pegar uma criança de uma mãe descuidada e imatura. (meus olhos encheram de lágrimas, mais de raiva que tristeza ou ofendimento)
Demi: Até porque fui eu que abandonei minha filha quando ela descobriu de uma gravidez. (ela piscou os olhos e bufou) 
Dianna: Ou ela vai para o orfanato ou eu fico como mãe dela. Cabe a você decidir... Pelo menos assim ela vai ter um futuro, dois pais, não só a mãe. (Joe... Cadê você numa hora dessas?) São essas duas opções. 
Demi: Sai daqui... (sussurrei) Vai embora. (ergui os olhos e a encarei)
Dianna: Como quiser. (deu mais um de seus sorrisos cínicos e saiu porta afora)
Eu não iria deixar isso assim. Não lutei até aqui pra desistir no final. Agora que finalmente tinha minha filha nos braços, ela aparecia, pra acabar com tudo, como havia sendo nos últimos meses. 
Dobrei os joelhos e coloquei Maddie nas minhas pernas, virada de frente pra mim. Ela já tinha os olhinhos abertos, eles eram de um castanho escuro meio avermelhado, tinha uma cor viva. Essa cor provavelmente iria mudar com os meses, mas ainda assim eram lindos e me transmitiam paz. Ela tinha as mãos gordinhas e as unhas compridinhas, extremamente fofa. Tinha bastante cabelo, liso e fininho, também castanho. 
Senti uma lágrima escorrer. E se minha mãe levasse esse papo que tivemos a sério e tirasse ela de mim? Como eu ficaria? Maddie era como uma ligação indireta entre mim e Joe, não sobreviveria sem ela.
Não era questão de querer, e sim de precisar.
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Sel: Ela não pode levar a Maddie de você, Demi!
Demi: Eu sei, eu não quero isso... Mas e se ela estiver certa?
Sel: Sobre o quê?
Demi: Eu não vou ter condições financeiras pra cuidar dela. Não posso trabalhar, nem terminei a escola ainda. A última coisa que eu queria no mundo era pensar que Dianna está certa mas...
Sel: O que mais ela disse?
Demi: Depois do papo do orfanato, ela ameaçou levar Maddie... (olhei para o lado, Maddie dormia num pequeno “berço” ao lado da minha cama) E eu não duvido que ela o faria, Sel. Não mesmo.
Sel: Eu acho isso a coisa mais cruel do mundo. (olhou Maddie também) Tirar o filho de uma mãe e vice-versa... É tão ridículo. (fiquei em silêncio, as lágrimas começando a descer. Havia tomado uma decisão) Demi...
Demi: Vou fazer o que ela disse. (sequei as bochechas e Sel me encarou confusa) Deixarei Maddie como filha dela.
Sel: Por quê, Demi?
Demi: Medo e... por causa das coisas que ela disse. Vai ser difícil? Sim, mas vai ser melhor pra Maddie. Se eu não fizer isso, Dianna pode machucá-la. Ou levá-la de mim e eu nunca mais conseguir ver ela, Selly...
Sel: Você sabe que se você for fazer isso mesmo... Não vai poder... (hesitou) dar Madison a ela de cara, não é? Ela precisa muito de você.
Demi: Eu sei. E se ela precisar, eu vou estar com ela pro resto da sua vida. Não do jeito certo, mas vou. Seria pior se ela crescesse longe de mim, com uma família desconhecida.
Sel: Ai, Demetria. (ela veio pra perto e me abraçou)
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Demi: Seis meses? (disse deixando que ele pegasse Maddy no colo)
Patrick: Foi o que ela disse. (respondeu tentando parecer indiferente) Sua mãe... (balançou a cabeça e ajeitou a bebê no seu colo) Ela disse 6 meses porque é o tempo da Madison desmamar. Quando ela não vai mais precisar sempre.
Demi: É, eu sei...
 PARTE 7
Segunda-Feira, 12 de Maio de 2008
8:44 AM
St. George Street - 72, Saint Augustine - FL , Estados Unidos.
Casa dos Lovato.
Acordei e fui direto ao quarto de Maddie. Essa semana ela completaria 6 meses, o que significava que a partir de sábado ela não seria mais minha filha, a guarda dela iria para minha mãe. Não foi minha escolha. Ou era isso ou Maddie iria para a adoção. E eu preferia mil vezes ficar com meu bebê perto de mim mesmo achando que sou sua irmã do que entregar ela a uma pessoa que eu nunca vira na vida.
Cheguei ao seu quartinho com o coração na mão. Caminhei até seu berço e ela estava acordada resmungando. Quando me viu abriu um pequeno sorriso, que eu retribuí.
Demi: Já acordada, meu amor? (a peguei no colo e vi que ela estava suada, pois era quase verão e estava começando a esquentar) Meu Deus, sua porquinha, vamos tomar banho! 
Eu ri sozinha e levei-a até o banheiro. Coloquei-a em uma cadeirinha que tinha ali e me despi. Depois tirei a roupinha dela e a peguei no colo entrando embaixo do chuveiro. Tomamos banho, eu coloquei o roupão, enrolei Maddie na toalha e fui para o seu quarto. A vesti com um vestidinho lilás que Selena lhe dera, botei uma faixinha com um laço pequeno na sua cabeça e fui me vestir. Deixei Maddie sentada bem no meio da minha cama enquanto eu colocava um vestido qualquer, uma rasteirinha e penteava o cabelo. Peguei-a no colo e desci, peguei uma mamadeira com leite, coloquei na bolsa e fui para o quintal na frente de casa pra esperar Selena chegar. Sentei na grama e sentei Maddie entre as minhas pernas. Fiquei brincando com os pequenos cachos do seu cabelo por 10 minutos, até que Selena chegou.
Sel: Oi, Demi! (ela se sentou ao meu lado na grama mesmo, e me deu um beijo na bochecha) Oi, princesa. (beijou o topo da cabeça de Maddie)
Demi: Oi, Selly. (sorri)
Sel: Então, o que pensou em fazer hoje?
Demi: A gente podia ir no parque. A praia deve estar cheia, com o calor que tá.
Sel: Então, vamos? (ela se levantou)
Demi: Vamos. (peguei Maddie no colo e me levantei)
Sel: Não vai pegar o carrinho dela?
Demi: Não, ela vai ficar com calor.
Sel: Ok.
Nós fomos caminhando até o parque menos movimentado do bairro enquanto conversávamos. Sentamos em um banco embaixo de uma árvore, que fazia uma grande sombra, e eu olhei em volta. Além de nós três haviam dois casais, um deles com um menino, e uma garota sentada perto do lago.
Sel: Você tomou café?
Demi: Então... (sorri amarelo, eu não estava me alimentando muito bem ultimamente, havia perdido no mínimo 8 quilos nos últimos 2 meses)
Sel: Demetria, Demetria. Não to afim de te dar sermão de novo. (ela falou pegando uma barra de cereal dentro da bolsa e me entregando)
Demi: Valeu. (dei uma mordida e Maddie ficou me encarando) Que foi, pequena? Tá com fome?
Sel: Ela não vai responder, né? (ela revirou os olhos)
Demi: Ah, jura? (ri)
Terminei minha barrinha de cereal e peguei a mamadeira de Maddie para lhe dar. Selena ficou me olhando com a expressão triste.
Demi: O que foi? (perguntei ainda olhando para Maddie)
Sel: O que você vai fazer quando... Você sabe. Sua mãe pegar ela. (me olhou compreensiva)
Demi: Eu não sei. (confessei com os olhos marejados) Vai ser o fim, Selly. Eu tenho que medo que ela a machuque, sabe? Minha mãe não é mais tão confiável como antes. Mas eu não vou me afastar dela, não mesmo. Eu não vou deixar que a minha mãe tire de mim a coisa mais preciosa que já tive.
Sel: Tá, mas não vamos pensar nisso agora. Vamos aproveitar, ok?
Demi: Ok. (sorri)
Passamos a manhã toda ali, brincamos com a Maddie e arrancamos altas gargalhadas dela. Aquele era o som mais precioso do mundo para mim, e pensar que eu pouco tempo eu quase não poderia mais ouvir me causava um aperto no peito. Eu não sei se aguentaria muito longe dela, mas não havia nada que eu podia fazer. Nós saímos do parque e fomos para uma lanchonete qualquer para almoçar. Pedimos um lanche para cada uma e eu peguei a papinha de frutas para Maddie. Enquanto eu alimentava ela e esperávamos os lanches virem, Selly tirou uma filmadora de dentro da bolsa e ligou.
Sel: O que eu fiz que tá me olhando estranho? (ela disse mexendo na câmera)
Demi: Eu to pensando no que você vai fazer com essa câmera aí.
Sel: Lembra que eu falei do diário em vídeo? Então. Eu quero continuar o da Maddie, assim você mostra pra ela quando ela crescer...
Demi: Continuar? (perguntei confusa)
Sel: Êh lerdeza. Aquele dia lá em casa eu tava filmando. Quando ela conseguiu sentar pela primeira vez.
Demi: Ah... (coloquei mais uma colherada na boca de Maddie)
Sel: Agora, pede pra sua filha ser bem querida e olhar pra câmera.
Demi: Ta né. (segurei Maddie por baixo dos braços e a arrumei sentada no meu colo) Faz palhaçada se você quer que ela te olhe. (me mandou um olhar matador)
Sel: Maddie, Madison... (ela chamou e Maddie ficava encarando a papinha na mesa)
Demi: Ela é um bebê, não um cachorro, Selena. (revirei os olhos e ela fez bico)
Sel: Hum... (ela pegou a papinha e Maddie seguiu com o olhar) Achei uma coisa que ela se interessa. (riu) Hey, Maddie. (ela sorriu, o que fez Maddie sorrir junto. O rosto dela estava todo sujinho de papinha e isso fez Sel rir, Maddie a acompanhou de novo mostrando o primeiro dentinho, que tinha começado a nascer) Papagaiazinha! (Maddie estalou a língua fazendo barulho)
Demi: Viu, ela não só imita, toma iniciativa também. (empinei o nariz, Sel riu) Ri não.
Dei um beijinho atrás da orelha de Maddie, provocando cócegas e fazendo ela soltar uma gargalhada. A essa altura todos na lanchonete deviam estar prestando atenção na gente, mas não me importei muito. Dei atenção à Maddie e ajudei Selena a terminar de gravar o vídeo.

18 comentários:

  1. Ahhh que triste nao queria que o Joe tvesse ido embora,se ele nao tivesse ido a Maddie iria saber que a Demi e a mae dela.chorei aqui lendo este post

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  2. Awww Joe foi embora :/
    Oque acontece agora?
    Posta mais, please.

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  3. haaa ki lindooo meu na boaa chorandoo aki omg ki lindooo

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  4. Ahhhh que vontade de bater na Dianna como ela fala uma coisa dessa para a Dem's,dizer que vai tirar o bebe dela

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  5. Awwwwww, que momento Semi + Maddie fofo *--*
    Selly's não pode ficar mandando a Maddie chutar, machuca a Demi!
    A Dianna como sempre, ridícula né? Af, af na a ver ela fazer isso, pmdd D:
    Os cap's estão perfeitos, posta logo :*
    - xoxo
    @OneLovaticGirl

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  6. Awwwwwwwn, mas uma parte perfeita *-*
    Posta outra parte loogo, pfv \o

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  7. Então né, perfeito como sempre *-*
    NÃO ACREDITO NO QUE DIANNA TA FAZENDO, QUE FDP :@@ :X
    Af, af só fazendo a Dems sofrer ¬_¬" Mas tudo vai se resolver (yn)
    POSTA LOGO ;$
    - @OneLovaticGirl, xoxo.

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  8. PERFEITO, POSTA MAAAAAAAAIS !!

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  9. Ahhh que momento mais fofo da Demi Selly e Maddie.
    continuaaaaaaaaaaa

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  10. Awwwwwwwwn, que momento lindo entre Semi+Maddie *-*
    plmdds POSTA LOGO MAIS UM D:
    estou muito ansiosa pro próximo ;$
    xoxo, @OneLovaticGirl.

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  11. POSTA LOGO OUTRA PARTE, ESTOU MUITO ANSIOSA *-*

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  12. Posta LOGO, POSTA logo, Posta LOGO, POSTA logo!!

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  13. Posta Logo
    POR FAVOR
    NECESSITO DE MAIS

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  14. to louca pra saber porque Dianna ficou doida , posta logo que eu preciso demais , urgente éééé

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