sábado, 28 de abril de 2012

Chapter 34

Leiam no final do capítulo!
“E se você estivesse a ponto de quase perder quem você mais ama?”
.....
Demi: Eu NUNCA mentiria pra você, Maddie. Mas por que você tá perguntando isso?
Maddie: Não é nada. (desviou o olhar)
Joe: É alguma coisa. (ele se aproximou da cama)
Maddie: Eu não posso falar! (mais algumas lágrimas desceram)
Demi: Fala, não vai acontecer nada com você. Eu te juro.
Maddie: Foi... a mamãe. (eu olhei para Joe assustada)
Joe: O que tem a sua mãe, Maddie?
Maddie: Ela veio aqui.
Demi: Madison, não se brinca com isso! (disse tentando não acreditar nela)
Maddie: Eu não to brincando, Demi! (ela gritou meio assustada) Ela veio aqui. Eu juro, eu não to brincando.
Demi: Ela... Ela te machucou, Maddie? Ela fez alguma coisa?
Maddie: Não, ela só me disse que eu não ia melhorar... Disse que eu ia ficar doente.
Demi: Não ouve ela, tá? 
Maddie: Uhum... (disse enquanto prendia o choro)
Dr. Mônica: Posso falar com vocês? (disse colocando a cabeça pra dentro do quarto e chamando a minha atenção e de Joe pra ela.)
Demi: Já volto (dei um beijo na sua testa, Joe fez o mesmo e me acompanhou para fora do quarto, enquanto uma enfermeira entrava no quarto com o almoço) O que você tem pra falar... É sério?


Dr. Mônica: Acho melhor nós conversarmos na minha sala. (ela disse séria, eu olhei pra Joe, ele pegou minha mão e nós a seguimos até uma sala) Sentem-se. (nos sentamos nas cadeiras à sua frente) Demi, eu te falei que esse tipo de Pneumonia era raro, mas grave, certo? (assenti) Várias vezes, o caso não pode ser revertido. Eu pedi mais alguns exames da Madison pra ter certeza do que eu vou te falar agora.

Demi: Ela tá... (parei de falar) 

Dr. Mônica: Ela não tem respondido aos medicamentos, e isso vem me preocupando. Você viu hoje o quão fraca a respiração dela está ficando, e se continuar assim, vai chegar a um ponto em que ela não vai mais aguentar. A dor vai ser muita, além da falta de ar. Você tem duas opções agora: você escolhe continuar o tratamento, sabendo que talvez ela continue não correspondendo, ou, você pode optar por colocar ela na fila de espera para um transplante.

Demi: Um transplante? (perguntei assustada. Ela nem tem 4 anos ainda, é muito nova pra passar por uma cirurgia assim!)

Dr. Mônica: Sim, Demi. Ela não correspondeu ao tratamento, não tem porque continuar. Isso só está sendo ruim e cansativo pra ela. Agora, se ela entrar na fila de espera, nós vamos dar prioridade a ela por ser mais nova, e vamos dar medicamento para dor. Mas só quando necessário.

Joe: Quais são as chances dela responder ao tratamento?

Dr. Mônica: Mínimas.

Demi: E o tempo de espera pra um transplante? Pode demorar e...

Dr. Mônica: Não existe um tempo estimado. Podem ser horas, semanas, meses... Não tenho como responder.

Demi: É muito arriscado?

Dr. Mônica: Considerando a idade e condições dela, as chances da cirurgia ocorrer normalmente são de 80%. A recuperação leva um tempo, mas ela não vai mais ter que se preocupar com isso.

Demi: Tenho quanto tempo pra dar uma resposta?

Dr. Mônica: Quanto mais rápido, melhor.


Demi: Hã... Tudo bem. (suspirei e olhei pra Joe) Eu não quero correr o risco de fazer ela passar por todo esse tratamento e não melhorar... O que você acha?


Joe: A mesma coisa, quanto antes ela entrar na lista mais rápido vai ser o transplante. 


Dr. Mônica: Vão preferir a cirurgia? (assenti) Tudo bem, seria minha escolha. (sorriu carinhosa) Tentem conversar com ela, explicar o que vai acontecer. Ela é nova mas entende isso. 


Demi: Claro. (sorri forçado e Joe apertou minha mão) Eu vou lá agora. E... Obrigada. (ela assentiu e sorriu)


Nós saímos da sala em silêncio e assim que coloquei o pé pra fora, uma lágrima escorreu. Joe percebeu, se virou para mim e limpou a lágrima com o dedo. 


Joe: Não precisa chorar, vai dar tudo certo. 


Demi: Ela é tão pequena, Joe. Tão... frágil. Eu tenho medo que aconteça alguma coisa, que algo dê errado. Não se pode voltar do tempo se eles errarem. 


Joe: Não vai ser preciso, Dem. Confia em mim, não vai dar nada errado. Agora, vai ali no banheiro, lava o rosto e põe um sorriso aí, porque a gente precisa falar com a Maddie e com a Selly. (deu beijo na minha testa)


Fiz o que ele pediu e depois seguimos até o quarto. Maddie estava deitada e tinha a aparência de quem não dormia há dias, assim como eu. 


Maddie: Aconteceu alguma coisa? (perguntou baixinho) 


Joe: Não força a voz, Mad. 


Maddie: Aconteceu? (ela insistiu) 


Demi: A gente precisa conversar com você...


Maddie: O quê? (ela arregalou um pouco os olhinhos, assustada) 


Demi: Eles... (parei por poucos segundos procurando as palavras certas) Você sabe que o dodói tá dentro de você, né? (assentiu e eu me sentei na ponta da cama) Então, eles vão tirar o dodói daí de dentro... (ela interrompeu) 


Maddie: Vão? (perguntou assustada) Quando, Dem? 


Demi: Eu não sei... (confessei e passei a mão no seu rosto) Mas... Vai ser o mais rápido que conseguirem.


Maddie: Não chora. (ela esticou a mão lentamente até meu rosto e só aí percebi que chorava) 


Demi: Não dá... (dei um sorriso triste, limpei as lágrimas e senti Joe dar um beijo na minha cabeça) 


Joe: Vai ficar tudo bem. (fez carinho na mão de Maddie que repousava sobre minha perna) Sempre dá. (sorriu) 


Maddie: Tomara que sim. (fechou os olhos e logo depois voltou a dormir. Joe me ajudou a arrumar ela e fomos nos sentar no pequeno sofá que tinha no canto do quarto.)


Joe: Não quer ir em algum lugar? Você não sai daqui, Demi. (falou me encarando.)


Demi: Eu não quero deixar ela sozinha. (encarei os pés.)


Joe: Ela não tá sozinha...


Demi: Na hora em que nós saímos daqui a Dianna entrou. (virei o rosto em sua direção) 


Joe: A Sel ta vindo pra cá, ela fica aqui com ela. Vai, você tem que ir pra outro lugar. É só escola e hospital.


Demi: Tá, Joseph! (me levantei o fazendo sorrir) Antes que eu mude de ideia.


Joe: Vamos, então! (me puxou pela mão. Joe ligou pra Sel e ela disse que já estava chegando. Não sosseguei enquanto Selena não passou pela porta do hospital. Ela disse que iria ficar com Maddie enquanto não chegássemos, não iria sair nunca.) Pronto.


Demi: O parque... (disse sem humor) Ah Joe, sei lá...


Joe: O que foi? 


Demi: O parque? Isso aqui tem a cara da Maddie em cada cantinho. Cada centímetro. Qualquer brinquedo que eu olho eu vejo ela. (respirei fundo tentando prender o choro) 


Joe: Demi... Desculpa, eu não...


Demi: Tudo bem. (forcei um sorriso) Você não tem culpa... (Passei a mão rápido na bochecha) 


Joe: Vem cá... (me puxou de lado, as mãos estavam em volta da minha cintura, eu depositei a cabeça sobre o ombro dele a encaixando ali) Vai ficar tudo bem.


Demi: Eu sei. Eu só quero que isso acabe logo. A Maddie não sabe nem ficar 5 minutos sozinha e já tá passando por isso. (Perdi a força e deixei as lágrimas caírem) Eu me sinto culpada. Talvez se eu tivesse cuidado melhor dela...


Joe: Melhor como, Demi? Existe jeito melhor do que o qual você cuidava da Maddie?


Demi: Eu... (tirei a cabeça de seu ombro)


Joe: Shiu. (ele colocou o dedo na frente da minha boca pedindo silêncio) Chega disso, ok? Você mais que ninguém tem que ficar forte pra ajudar a Maddie. Ela precisa muito mais do que precisou desde que nasceu. (Abaixei a cabeça me sentindo culpada pelas últimas quatro palavras que ele disse. Pensar que ele deveria estar comigo desde aquele dia. Mas por uma ideia fútil da minha mãe, ele perdeu tudo aquilo) Hey! (Segurou meu rosto entre as mãos fazendo eu encarar dentro de seus olhos) Eu to aqui. Eu vou ficar do seu lado pro que der e vier. 


Ele se aproximou aos poucos, nossas respirações já estavam se cruzando. Meu coração saltou assim como da última vez. Fechei os olhos, foi mais por impulso do que outra coisa. Joe tirou uma das mãos da minha bochecha e pôs no meu cabelo, puxando meu rosto pra frente delicadamente. Depois de tempos voltei a sentir a sensação que só Joe podia me proporcionar, as milhares de borboletas voando todas em direções opostas uma das outras. Eu me sentia como uma boneca na mão de uma criança, ele tinha todo o controle sobre mim. Senti sua língua pedir passagem, eu só correspondi. Talvez nunca teria essa sensação com outro garoto. Ou era ele. Ou não era ninguém. Explorávamos cada centímetro de nossas bocas, a sincronia perfeita. Nos separamos e novamente pude sentir sua respiração quente no meu rosto. Não tive coragem de abrir os olhos e ter Joe me encarando, como na última vez. Ele dizendo que 'não era a intenção', doeu mais do que ele poderia imaginar. Talvez eu não teria força pra encarar seus olhos e ele dizendo que não. Respirei fundo me preparando pra abri-los quando Joe começou a sussurrar.



Joe: I can't get your smile out of my mind (sorri, abrindo os olhos) I think about your eyes all the time. (Sorriu de leve segurando meu queixo com a ponta dos dedos e encostando os lábios de leve e rápido nos meus) Te amo... (Sussurrou me encarando dentro dos olhos)



Demi: Te amo... (falei baixo pra que só ele escutasse)



Oi gente!!! Duda aqui (: 
Alguém foi em algum dos shows da Dem aqui? Eu fui!!! Em São Paulo, faz uma semana hoje e foi tããããão perfeito, consegui ficar pertinho da grade :D Pena que já passou e vai demorar, mas ela volta e daí quem não pode ir dessa vez, vai ter outras chances (:
Enfim, espero que gostem do capítulo, apesar da demora comentem, por favor :3 


Oi flores de cerejeira! Como vão? Polly aqui :3
Estávamos pensando: Temos alguns capítulos especiais escritos, e temos outros dois blogs nossos precisando de seguidores. (Que comentem!) O que acham de postarmos esses capítulos? (Explicando o começo da história e como tudo aconteceu) Claro que pediríamos algo em troca, e que no caso são os seguidores. Um blog é meu e o outro é da Duda.


----> She Will Be Loved e Jemi - Superando Desafios


Se até o dia 15 de maio, o número dos seguidores desses dois blogs tiverem aumentado postamos os especiais. Só pra avisar: Estão bem legais ;)


Beijos, Duda e Polly.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Chapter 33

“Daria minha vida por ela, se fosse possível, só para não vê-la passar por isso.”
.....
Alguns dias passaram, em torno de uns 10, e Maddie continuava na clínica. Eu estava indo pra escola mas não ficava a aula toda, ao meio dia eu saia e vinha para o hospital ficar com Maddie. Meu pai falou com a diretora e ela me liberava mais cedo, junto a Selena e às vezes Joe e Nick, o que fazia Ashley quase morrer. Hoje apenas Joe viria comigo para o hospital, havia um teste de recuperação de matemática e Selena e Nick não poderiam faltar. Nós passamos no shopping para almoçar e depois Joe pediu pra ir a uma loja de brinquedos, queria levar algo para Maddie.
Joe: E se eu levasse... O Mário?
Demi: Joe, não precisa na... (me interrompeu)
Joe: Eu quero, tá? (assenti e ele continuou procurando) Ela gosta de filmes da Disney?
Demi: Bastante.
Joe: Vou levar esse Dálmata. É legal? (ele pegou e colocou na frente do rosto enquanto o balançava)
Demi: Sim! (disse rindo) É fofo. (sorri)
Joe: Vou levar ele.
Nós fomos até o caixa, Joe pagou e nós pegamos o carro indo à clínica. Nós fomos direto para o quarto de Maddie e logo entramos.
Jemi: Oi? (Maddie estava dormindo, com o aparelho e a cabeça virada para o lado oposto da porta)
Joe: Vai deixar ela dormir?
Demi: Acho que não. Já é uma da tarde, acho melhor acordar ela.
Joe: Ok. (ele deu de ombros e parou ao lado da cama enquanto escondia o presente com a pelúcia nas costas)
Demi: Maddie? (me aproximei da cama) É a Demi, já ta na hora de acordar. (passei a mão no seu cabelo e ela abriu os olhos, mas logo os fechou novamente) O que foi?
Maddie: Não to legal... (passou a mão no rosto)
Demi: Acorda direitinho, que eu te arrumo e você melhora. (ela abriu os olhos, assentiu, eu arrumei a cama para ela sentar e tirei o aparelho) Você tá com fome?
Maddie: Não.
Demi: Você comeu alguma coisa? (ela assentiu vagamente, mas vi que não era verdade) Madison.
Maddie: Eu comi de manhã, não almocei. (dito isso ela tossiu, jogou a cabeça pra trás e fechou os olhos) Que droga! (resmungou baixinho, depois abriu os olhos e observou em volta, finalmente notando a presença de Joe) Oi...
Joe: Olá, pequena. (ele deu um beijo na sua testa) Tenho um presente pra você. (ele tirou as mãos das costas, revelando uma caixinha de presente)
Maddie: O que é? (perguntou pegando a caixa das suas mãos)
Joe: Abre. (sorriu, ela puxou a fita azul e tirou a tampa)
Maddie: Aw, que fofo! (ela sorriu e tirou a pelúcia da caixa) Obrigada, JJ. (sorriu pra ele)
Joe: De nada. (Maddie abraçou o dálmata e se aconchegou na cama)
Demi: Eu vou lá procurar uma enfermeira, você precisa almoçar.
Joe: Eu aproveito e vou no banheiro enquanto isso.
Maddie: Ok.
Eu saí do quarto atrás de alguma enfermeira e Joe seguiu o caminho oposto.
Demi off.
Dianna on:
Depois que Patrick me falou que a minha querida filha estava doente e no hospital, eu teria que fingir ser uma “boa” mãe e ir vê-la. Me arrumei e fui a caminho da clínica onde tínhamos plano de saúde. Logo que entrei, passei direto e fui procurar o quarto. Patrick estava no telefone com Demetria e eu acabei ouvindo o número do quarto. Quando abri a porta, a pirralha estava deitada na cama, com vários fios, e abraçada a uma pelúcia. Ela parecia mal, mas eu não me comovia fácil, pra mim é tudo frescura.
Dianna: Madison?
Maddie: Mamãe? (ela sorriu, eu sorri falsamente e me aproximei) O que você veio fazer aqui?
Dianna:Eu vim te ver, ué.
Maddie: Hum...
Dianna: Você tá bem?
Maddie: Não muito. Eu to com dor.
Dianna: Ah, sim. (puxei uma cadeira pra me sentar perto da cama) Ouvi a Demi falando que você tava bem doente. Sabe o que eu acho?
Maddie: O quê?
Dianna: Eu acho que você vai ficar assim pra sempre, sabe?
Maddie: O quê? Assim como? (perguntou assustada)
Dianna: Com dor, falta de ar, usando esse aparelho...
Maddie: Mas a Demi disse que eu ia ficar bem, que ia passar logo.
Dianna: A Demi mentiu. (sorri em pensamento) Ela não queria assustar você.
Maddie: Você que tá mentindo. (os olhos dela encheram de lágrimas. To pouco ligando se assustar ela, essa é a minha intenção. E no fim, ela é só uma criança, vai esquecer isso logo).
Dianna: Por que eu mentiria? Eu sou mais velha que ela, sei mais coisas sobre a vida. (ela não respondeu) Tá, você não precisa acreditar se não quiser. Mas se você abrir a boca e falar que vim aqui, você vai pagar, tá? (sorri cínica) Tá entendido ou não, Madison? (ela assentiu e uma lágrima desceu do seu olho) Ótimo. Agora eu tenho que ir, tchau!
Me levantei e saí rapidamente do quarto antes que alguém me visse.
Demi on:
Depois de muito procurar por uma enfermeira, eu encontrei uma e pedi para que ela servisse o almoço para Maddie. Eu voltei pro quarto enquanto a enfermeira foi providenciar o almoço. Quando entrei ela estava olhando pro teto com uma expressão assustada.
Demi: Madison, tá tudo bem? (ela me olhou)
Maddie: Tá...
Demi: Não, não tá. Eu te conheço, o que aconteceu?
Maddie: Eu vou ficar bem? (ela disse olhando dentro dos meus olhos, ouvi a porta abrir e fechar em seguida. Joe.)
Demi: É claro que vai. Vai voltar tudo ao normal. (falei confusa e sentei na beirada da cama)
Maddie: Você não mentiria pra mim, né? (uma lágrima desceu do seu olho direito e eu me apressei em secá-la)
Oiii! Polly aqui u.u Desculpa a demora ~to cansando de falar isso mas ok~ Espero que gostem... e é isso. Comentem bastante! Bjs....

domingo, 1 de abril de 2012

Chapter 32


.....
Demi on
Alguns dias se passaram, completando uma semana desde que eu levara Maddie no médico. Durante esses dias ela tomou os remédios, mas eles não pareceram ajudar muito. Hoje nós iriamos ao hospital de novo pra ver a situação dela, então eu acordei mais cedo e me vesti. Maddie não quis acordar, então vesti ela dormindo mesmo e depois desci pra comer alguma coisa, enquanto ela continuava dormindo. Quando estava terminando o café Selena chegou, qualquer desculpa pra faltar à aula valia.

Sel: Onde tá a Maddie? (perguntou pegando uma torrada)
Demi: Lá em cima dormindo.
Sel: Só pra avisar, são sete e vinte e lá começa às oito.
Demi: Eu sei, ela já ta pronta. (disse levantando e jogando minha louça na pia)
Sel: A menina não vai tomar café, não?
Demi: Lá ela toma, não quis levantar. Vai lá ligando o carro que eu vou lá em cima buscar ela.
Joguei a chave pra ela que pegou e saiu, eu subi e peguei Maddie no colo. Por incrível que pareça, ela continuava dormindo profundamente. Desci, tranquei a porta, fui em direção ao carro, coloquei Maddie na cadeirinha e me sentei no banco do motorista. Levamos meia hora até chegar à clínica, já que os semáforos estavam fechados e eu ainda tive que parar para abastecer. Esperamos poucos minutos e logo Dra. Mônica nos chamou. Maddie havia acordado logo que chegamos à clínica e não estava se sentindo bem.
Dra. Mônica: Como você ta se sentindo, pequena? (perguntou pra Maddie enquanto eu a colocava em uma daquelas “camas” de hospital)
Maddie: Meu peito ainda dói... E eu to com sono.
Dra. Mônica: Ela está tomando os remédios certinho, Demi?
Demi: Sim, eu não sei porque não teve nenhum efeito.
Dra. Mônica: É estranho. Deita aqui, Maddie.
Ela se deitou e Mônica fez alguns exames rápidos. Depois perguntou o que ela sentia e nós ficamos esperando ela chegar a uma conclusão.
Sel: Então? (ela anotou mais algumas coisas no papel e ficou observando)
Dra. Mônica: Bom, ela continua com Pneumonia Hipersensitiva, que eu te falei, Demi. Mas a doença avançou, não regrediu como eu esperava. Eu acho estranho que os remédios não tenham funcionado, mas enfim. Ela vai ter que ficar internada, assim nós vamos poder acompanhar a doença.
Demi: Internada? (Maddie que estava sentada me olhou) Quanto tempo?
Dra. Mônica: O tempo que nós precisarmos pra curá-la.
Demi: Ela já vai ficar hoje?
Dra. Mônica: Você quem sabe... Mas quanto antes a gente começar com o “tratamento” mais rápido ela vai embora.
Demi: Tudo bem. (olhei pra Sel e depois Maddie)
Dra. Mônica: Vou deixar vocês falarem com ela. (deu um sorriso acolhedor e saiu da sala)
Maddie: Eu vou ter que ficar aqui? (disse quando eu a peguei no colo)
Sel: Sim, mas é por pouco tempo.
Demi: E pro seu bem.
Maddie: Mas eu não quero. (disse já ameaçando chorar. Ela nunca foi mimada, mas agora estava doente e estressada, então eu entendia).
Demi: Desculpa, tá? (dei um beijo na sua testa)
Sel: Maddie, você não disse que queria que a dor parasse? (ela assentiu) Ela só vai parar se você ficar aqui.
Demi: E eu sei que é chato. Eu odeio hospitais, mas vai ser rápido, você não vai passar muito tempo aqui. (sorri tentando passar confiança, esperava estar certa)
Maddie: Tá. (se jogou em cima de mim, me abraçando. Logo Mônica apareceu na porta)
Demi off.
---Dias depois---
Maddie: Tia Amanda, a Demi vem me ver? (sua voz soava baixinha e rouca)
Amanda: Vem sim, pequena.
Maddie: Quando?
Amanda: Daqui a pouco. Ela só foi ligar pra escola e já vem aqui pra ficar com você.
Maddie: Tá bom. Tia, o JJ tá aí?
Amanda: Sim, quer que eu chame ele?
Maddie: Hum... Deixa. (alguém bateu na porta)
Amanda: Pode entrar.
Demi on:
Demi: Oi? (disse colocando a cabeça pra dentro do quarto)
Maddie: Demi! (ela deu um sorriso quando me viu)
Demi: Oi, meu amor. (fui até ela e lhe dei um beijo na testa) Tia, você pode ir pra casa se quiser.
Amanda: Tudo bem.
Demi: Obrigada por ficar com ela. (lhe dei um abraço)
Amanda: Tudo bem. (sorriu) Eu vou pra casa, descansar um pouco, mas me mantenha informada. (nos despedimos, ela saiu do quarto e eu sentei na poltrona ao lado da cama de Maddie, apoiando minha cabeça ao lado do seu corpo).
Demi: Como você tá? (peguei uma de suas mãos)
Maddie: Com sono.
Demi: Por que não dorme um pouquinho? Você precisa descansar. (levantei minha cabeça para olhá-la)
Maddie: Eu queria, mas meu peito tá doendo. (reclamou baixinho e colocou a mão no local)
Demi: Perai. (soltei sua mão e me virei para pegar o remédio pra dor em cima da mesinha) Abre a boca, Maddie. (ela fez careta e não abriu) Vamos, é de gotinha e não tem gosto ruim. (ela abriu e eu pinguei 3 gotinhas) Viu?
Maddie: Tem gosto de limão! (fez careta)
Demi: Nem tem.
Maddie: Tem sim.
Demi: Madison. (a repreendi)
Maddie: Desculpa. Demi, eles já sabem se eu vou melhorar? (fez biquinho)
Demi: Você vai melhorar. (disse colocando o remédio no lugar) Eles vão fazer mais uns exames hoje pra ver se mudou alguma coisa. (ela bufou) Eu sei que é chato, mas... É pro seu bem, tá? (ela assentiu) Quer dormir agora?
Maddie: Uhum. (murmurou) Deita aqui comigo? (fez biquinho de novo)
Demi: Tudo bem.
Tirei os calçados e sentei ao lado de Maddie, tomando cuidado com ela. Sozinha, ela subiu no meu colo e apoiou a cabeça no meu peito, escondendo o rosto na curva do meu pescoço.
Maddie: Isso vai acabar logo, né? Eu não gosto de hospitais.
Demi: Eu espero que sim...
Maddie: Demi, o aparelho... (me estiquei para pegar o aparelho de respirar ao lado da cama e coloquei nela. Era difícil vê-la assim) Você vai ficar aqui, né? (assenti)

Demi: Quando você acordar, ainda vou estar aqui.
Comecei a fazer carinho nas suas costas e em poucos minutos ela já havia dormido. Me mexi um pouco, procurando uma posição confortável e fechei os olhos. Estava cansada, pretendia dormir um pouco agora.
Acordei com alguém mexendo no meu cabelo. Abri os olhos devagar e vi Joe me encarando.
Joe: Finalmente, to aqui tem 10 minutos tentando te acordar. (ele sorriu)
Demi: Eu to cansada. (sorri amarelo)
Joe: Eu sei. Se pudesse teria deixado você dormir, mas eles pediram pra acordar a Maddie, querem fazer os exames.
Demi: Tudo bem. (olhei para Maddie e ela dormia na mesma posição) Madison... (passei a mão no seu rosto) Maddie? (ela não acordou) Tá passando a Pequena Sereia. (ela abriu os olhos e me encarou)
Maddie: Pequena Sereia?
Joe: Sua irmã é uma boba. Não tem nada, Maddie. (dei língua pra ele e tirei o aparelho de Maddie)
Maddie: Magoou, Demi... (ela fez biquinho)
Demi: Desculpa, meu amor. (alguém bateu na porta) Entra.
Dr. Mônica: Licença. Demi, eu queria saber se eles já podem fazer os exames?
Demi: Sim. (Maddie me encarou) É rápido, tá? Eu já volto.

Oi, gente. Duda aqui c: Como vocês estão? Eu estou um ano mais velha u_u kkkkk
Desculpa a demora, minha vida tá corrida ultimamente -.- Enfim.
Obrigada, meninas que passaram tag pra gente, to arrumando, já vou publicar. Acho que é isso por hoje.
Beijos,
Duda.